Com uma boneca nos braços, Giulia pergunta: "Mãe, eu saberei ser uma boa mãe? Uma verdadeira mulher?"
Pausa.
Se prepare para descobrir que sua "verdadeira mulher" ficou, de repente, igual a todas as mulheres do mundo! Você igual, Maria, igual Cristina, igual Iliane, que será igual a Madonna, Jurema, Iracema. Nem melhor nem pior.
Se te colocarem frente a frente com a Madonna e com a empregada da vizinha, você poderá se identificar com as duas da mesma forma. O Filho como espelho da mãe, mostrando forças e fraquezas. Todas as mães no mesmo barco, na mesma luta. Diante do amor pelo filho, todas as mulheres são iguais.
Foi um presente trazer para minha vida este esclarecedor sentimento de unidade. Sentir-me irmã de todas as mulheres do mundo. Sentimento que antes poderia ser apenas frase feita em livro de filosofia oriental, com a maternidade se apresenta de forma tão concreta, tão simples de perceber.
Isso não parece fácil para nós "mulheres modernas", que nascemos em um berço tão competitivo. No lugar de mãe, encontramos libertação desta competição feminina, tão inútil. Não precisamos ser mais bonitas, ter o cabelo mais bonito. A lacuna de carência de amor que se buscava preencher com estes artifícios some no oceano de afeto que o filho proporciona.
A mulher que compreende os ganhos da maternidade olha para outra sem filhos e não sente vontade de trocar de lugar por nada neste mundo. A mulher que tem visão para a grandeza da maternidade encontra nela tudo o que sempre procurou.
Suspiros.
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